11h13 - quinta, 24/09/2015

Lição grega


Napoleão Mira
Na refrega eleitoral que estamos a viver, ouço amiúde a coligação no governo dar como exemplo, a aventura suicida que foram os cinco meses de governo Syriza.
Reconheço que a coisa não correu bem. Reconheço ainda que terá faltado ao governo grego alguma (muita!) habilidade negocial junto dos parceiros europeus, de modo a levar a água ao seu moinho.
Não me custa concordar, que dentro de portas, também o novel governo se terá excedido, provavelmente na ânsia de cumprir com as promessas eleitorais.
Não me é difícil perfilhar de que a Grécia está mais pobre desde a chegada do Syriza ao poder.
Mas, tendo os gregos a possibilidade de corrigir a mão no passado domingo, aquando das eleições levadas a cabo, não é que voltaram a dar a maioria ao tal partido aventureirista! Ao partido, que nas bocas da coligação de direita portuguesa, conduziu o país ao abismo económico, ao caos na vivência do dia a dia, à iminente anarquia, à fome e à violência.
Diz-se por cá que o povo é sábio. Que sabe muito bem o que quer. Então e o povo de lá. É burro?
Na minha modesta opinião o povo helénico é tão ou mais sabedor que os outros. Talvez tenham de amargar com um pacote de austeridade nunca antes visto, nem aplicado. Talvez tenham de reaprender a viver. Talvez tenham de furar os cintos até à insensatez. Talvez tenham mesmo de se refundar. E entre todos estes "talvezes", podem até os Schaubels desta vida tentar espezinhá-los, mas uma lição há que retirar: os gregos votaram no Syriza, mas não votaram no Syriza! Votaram na defesa da sua dignidade, entregando esse trabalho à força política, que no seu entender, melhor o pode fazer.
Se isso é um sinal timoneiro numa nova orientação política europeia, não sei! Apenas sei que, como povo, ganharam ainda mais o meu respeito. Por defeito (ou por virtude!), gosto mais de um desafiador David, que de um poltrão Golias.
Por mim, irei seguir com atenção os próximos argumentos da nossa coligação de direita.



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Data: 12/01/2018
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