11h12 - quinta, 24/09/2015

Uma campanha
esclarecedora?


Carlos Pinto
Portugal está em campanha eleitoral! São dias agitados de cada vez que a caravana passa. Há entusiasmo, abraços e esperança. De norte a sul, os candidatos dos vários quadrantes políticos desdobram-se em contactos com a população, em visitas a instituições e empresas, em almoços e jantares com simpatizantes e apoiantes. A ideia é apresentar propostas e esclarecer os eleitores sobre a melhor opção a tomar no dia 4 de Outubro. Mas nem sempre isso acontece…
O exemplo mais evidente desta realidade é a discussão que há mais de uma semana anda em volta da estabilidade da Segurança Social e do futuro das pensões para os reformados em Portugal. O tema é crucial para todos, novos e velhos, mas ouvir, por exemplo, o primeiro-ministro (e candidato ao cargo) falar em "plafonamento vertical e/ ou horizontal" é o mesmo que obrigar um idoso a assistir a uma palestra em chinês. (Quase) Ninguém percebe nada do que é dito e as dúvidas sobre que modelo de futuro se está a discutir para as nossas reformas são cada vez maiores.
Afinal vai ou não haver cortes na Segurança Social? Parte dos fundos das pensões vai ou não ser privatizada? As novas gerações têm ou não as suas reformas asseguradas? São estas as questões que necessitam ser respondidas de forma esclarecedora. Sem rendilhados técnicos e ilusionismos linguísticos. Os eleitores agradecem.

Futebol de regresso
Este domingo assinala-se o início de mais um campeonato distrital da 1ª divisão da Associação de Futebol de Beja [ver páginas 10 e 11]. O "Distritalão" ainda mexe com os baixo-alentejanos e o regresso da bola é sempre sinónimo de outra vida nas nossas terras durante as tardes de domingo. Mas este ano são apenas 13 as equipas em prova. Um sinal da dura realidade que os clubes enfrentam e que deveria merecer reflexão.



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Data: 17/03/2017
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