11h34 - quinta, 16/04/2015

Ai Portugal, Portugal!


Napoleão Mira
Leio nas noticias matinais que em Portugal se consomem diariamente 23.500 caixas de antidepressivos. Se cada embalagem tiver 30 comprimidos, estamos a falar de 700.000 tomas diárias. A fazer fé nestes números, facilmente concluo que somos um país deprimido, perdido, abandonado, à deriva.
Ouço ainda que na DECO existem 550.000 queixas contra empresas de telecomunicações. Desse rol de reclamações destaca-se o facto destas se digladiarem entre si, utilizando os cidadãos utilizadores dos seus serviços como peões de briga dos seus pérfidos interesses. Gente mal informada que, levada por promessas de melhores tarifas embrulhadas em palavreado meloso, assinam contratos que os fideliza (ainda estou para saber porquê?) durante um período de tempo (regra geral, 24 meses!) enquanto continuam amarrados pelo mesmo período de tempo à empresa concorrente. Resultado: em vez de uma factura mais barata, pagam agora... duas! Maganices de companhias que se vangloriam dos certificados de qualidade e transparência, mas que, afinal, utilizam os mesmos métodos das que têm num qualquer vão de escada a sua sede.
Volto a repetir o número de queixas: 550.000! E, como de costume, o governo assobia para o lado. Pessoalmente, acho que o aberrante volume de reclamações já merecia legislação apropriada de modo a pôr cobro a tal desvario.
Já que falamos de números e incongruências neste rectângulo à beira mar plantado, devo aqui referir os espoliados do antigo BES.
Está na cara, que a grande maioria dos detentores do chamado "papel comercial" foi gente escolhida a dedo pelos gerentes bancários, provavelmente a mando superior, para lhes trocar por papel de jornal, o papel verdadeiro e que, mais das vezes, representavam as economias de uma vida.
Uma espécie do conto do vigário com contornos maquiavélicos. Um roubo de catedral!

"Ai Portugal, Portugal,
Do que é que tu estás à espera
Tens um pé numa galera
Outro no fundo do mar"
Jorge Palma



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