12h49 - quinta, 21/11/2013

Despovoamento do interior – uma inevitabilidade?


José Carlos Albino
Vários jornais, na base do projecto "DEMOSPIN" coordenado pela Universidade de Aveiro, noticiaram que o "interior do país terá menos um terço da população em 2040". Ou seja, em 25 anos o interior, 80 % do território nacional, depois de em 50 anos ter perdido mais de metade da sua população, chegará a uma situação de população residual e envelhecida.
Pensava eu que esta "previsão" fizesse tocar as sirenes de alarme junto de governantes e agentes políticos, económicos e sociais, com vista a, finalmente, estudar e tomar medidas e programas que impeçam que tal venha, de facto, a acontecer. Pura ilusão. Nem uma palavra ouvi ou li sobre este desastre em curso. Parece poder concluir-se que nada há a fazer perante esta inevitabilidade.
Quando isto significa condenar três quartos do território a se transformar num deserto humano e físico e um quarto em metrópoles congestionadas de pessoas e graves problemas sociais e de ordenamento e ambientais, assobiar para o lado constitui um crime de lesa pátria, em sentido concreto e real. Será desistir de Portugal como país, com cultura e identidade próprias, gerada em oito séculos de história.
Para mim, isto não só é inevitável como contrariar estas tendências é um dos principais desafios neste século XXI, que pode e deve ser vencido.
Será que, finalmente, poderes e agentes políticos, sociais e económicos acordam e concordam a tempo de travar esta destruição em curso? Que cada leitor aderente a este drama/ desafio se faça ouvir, são os meus votos.
Talvez um grito a uma só voz acorde os variados mandantes!



COMENTÁRIOS

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12:48, Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2019
José do Rosário
Quem pensa assim, não vivi a realidade. Há um estudo da ONU, que aponta para no ano de 2050 ...mais de 70 a 75% da população mundial viver nas grandes cidades. Estão totalmente enganados.A deslocação das populações para o litoral e grandes, cidades deveu-se à concentração de os meios de produção serem fixados ali. Com essa deslocação para a ÁSIA , onde a mão de obra era mais barata(e ainda é) a Europa e a América apostaram nos serviços. Só que a tecnologia e o seu avanço ao segundo, reduziram e reduzem drasticamente as pessoas.Então nas grandes metrópoles o que vai acontecer é a maioria das pessoas que viverem lá, terão que dormir na rua e comerem nas instituições da sopa dos pobres.Os outros principalmente os jovens, terão que abalar, para onde haja emprego ou condições para produzirem alimentos.Quem augura que o interior vai ficar deserto está enganado. A não ser que os meios tecnológicos de produção sejam postos ao serviço de todos e não de alguns como é actualmente. As novas tecnologias acabaram e vão acabar com milhões de empregos e não vejo serem criadas alternativas no modo de pensar dos actuais donos do mundo!

11:10, Segunda-feira, 25 de Novembro de 2019
Alda Silva
Zé Carlos, não poderia estar mais de acordo, é urgente que se tomem medidas no sentido de desenvolvimento económico nas regiões do interior, criação de postos de trabalho e muito principalmente medidas de aumento da natalidade, esta ultima não só no interior mas a nível nacional!

Deveríamos poder escolher livremente onde queremos viver e no interior, podemos viver com muito mais qualidade de vida de certeza!

Mas este tipo de políticas não podem ser desenvolvidas em termos locais, também deverão ser desenvolvidas em termos nacionais... e 2040, é já muito perto... daí a urgência de intervenção!!

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Data: 22/03/2019
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