01h00 - quinta, 01/01/1970

A inexistência de todas as cores


Pedro do Carmo
Sendo que o Documento Verde da Reforma da Administração Local trata uma das mais importantes reformas políticas e administrativas em Portugal, não é compreensível que a ligeireza tome conta das intenções do governo, revelando desnorte, irresponsabilidade e insensibilidade.
Começo com este tom directo porquanto me inquieta que perante a necessidade de dar força ao Poder Local, de estimulá-lo no progresso da qualidade dos serviços e das estratégias de desenvolvimento harmonioso do território nacional, descubro, aos poucos – tal como nos é dado a saber, que por detrás de tão demagógica proposta reside um dos maiores ataques à democracia de proximidade, à cidadania e à interioridade.
E preocupa-me a interioridade e tudo aquilo que sob o seu conceito se deve proteger: As pessoas e as suas comunidades, que vivem no isolamento, a quem agora se deseja retardar o passo relativamente a outros cidadãos que ocupam as zonas urbanas, por interesses e prioridades eleitorais.
Preocupam-me as ideias preconceituosas e neoliberais que buscam o centralismo como a solução do poder; a insensível leveza das propostas que desejam aniquilar o que de bom este país também tem para além da contabilidade eleitoral; e indigno-me com a cruel verdade das intenções de quem quer destruir as identidades e a coesão social e económica de concelhos e de freguesias.
É hora de afrontarmos quem não nos quer bem, quem desconhece a nossa realidade, de quem busca apenas o facilitismo como maneira de resolver os problemas, ainda que para isso se criem mais problemas e bem mais graves problemas! Insensíveis por doutrina e por ignorância!
É importante que nos unamos na defesa da nossa vivência e de um modelo político e administrativo que tem promovido progresso e melhoria das condições de vida dos cidadãos, independentemente da sua localização geográfica, a sua importância na resolução dos problemas das populações isoladas, que são verdadeiras lojas do cidadão, centradas nas pessoas e úteis no apoio social de que a maioria carece. São, tantas e tantas vezes, o último porto de abrigo das populações, o único elo entre o estado e os cidadãos.
E são, agora, as autarquias e as pessoas, o álibi de um livro inexistente de cores, sem vida... Porque estes novos desenhos querem-nos a "régua e esquadro"!



Outros artigos de Pedro do Carmo

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - segunda, 23/10/2017
Tomada de posse em
Ferreira do Alentejo
O socialista Luís Pita Ameixa regressa nesta segunda-feira, 23, à presidência da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, depois do PS ter vencido as eleições Autárquicas no concelho a 1 de Outubro.
00h00 - segunda, 23/10/2017
Campanha para apoiar
vítimas de incêndios
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) tem a decorrer uma campanha de angariação de donativos destinados às vítimas dos incêndios que afectaram os distritos de Viseu e Coimbra na passada semana.
00h00 - segunda, 23/10/2017
IPBeja tem estudantes
de 13 nacionalidades
São 13 os países estrangeiros representados na comunidade estudantil que neste novo ano lectivo de 2017-2018 vai frequentar o Politécnico de Beja (IPBeja), adianta ao "CA" fonte oficial do instituto.
00h00 - segunda, 23/10/2017
Barbearia "descontraída"
na vila de Castro Verde
A nova Barbearia Barras está de portas abertas há três meses na rua Fialho de Almeida, no centro de Castro Verde, e pretende ser um "espaço de descontracção" para quem lá passa.
19h07 - domingo, 22/10/2017
FC Castrense vence
no terreno do Oriental
O FC Castrense foi o grande destaque da sétima jornada da Série E do Campeonato de Portugal/ Prio, realizada neste domingo, 22, ao ir a Lisboa impor a primeira derrota na prova ao histórico Oriental.

Data: 13/10/2017
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial