07h00 - sexta, 23/11/2018

"Castrense muito dificilmente
lutará pelo título distrital"

"Castrense muito dificilmente lutará pelo título distrital"

A temporada 2018-2019 marca o início de um novo ciclo no FC Castrense, reconhece o técnico Hugo Felício, que em entrevista ao "CA" assume que a ambição da equipa não passa (para já) pela subida de divisão. "A ideia é criar este ano uma equipa que tenha base em jogadores formados em Castro [Verde] e que faça o aproveitamento de alguns jogadores da formação e da equipa 'B' do ano passado", diz.

É público e oficial que esta temporada marca o início de um novo ciclo no FC Castrense. À luz desta realidade, temos ou não um Castrense candidato ao título distrital?
Desde o primeiro dia em que falámos, a ideia que foi passada pela Direcção foi comum em relação àquilo que vi que poderíamos fazer. A palavra-chave é sustentabilidade e a ideia é criar este ano uma equipa que tenha base em jogadores formados em Castro [Verde] e que faça o aproveitamento de alguns jogadores da formação e da equipa "B" do ano passado. E, acima de tudo, que este seja o ano zero, para dar credibilidade relativamente àquilo que queremos para uma equipa ser competitiva e para discutir os resultados. Mas sem nenhuma obsessão de títulos! Porque estamos a falar de uma equipa que manteve apenas três jogadores do ano passado, construída de raiz e que muito dificilmente conseguirá lutar pelo título. Penso que, em termos desportivos, se conseguirmos ficar nos primeiros três lugares seria muito bom, porque estamos a falar de uma equipa completamente nova, com novas ideias, um novo treinador e com jogadores que vêm – em muitos casos – de campeonatos secundários. E para se lutar pelo título tem de haver um trabalho diferente e mais prolongado.

E está satisfeito com a evolução da equipa nestes primeiros dois meses de competição, entre campeonato e Taça de Honra?
A forma como a Taça de Honra foi colocada no calendário beneficiou-nos um pouco, porque fez com que alargássemos a nossa pré-época. Porque precisávamos mesmo! Aproveitámos essa competição para ver o que temos, ver os nossos pontos fortes e pontos fracos, e tentar melhorar nalguns aspectos. Porque, de facto, a nossa prioridade será o campeonato e a Taça do Distrito. No entanto, dentro do que fizemos até agora, penso que tem havido uma evolução. Está a correr dentro das expectativas, mas gostaria que o processo tivesse sido mais rápido.

Que Castrense "promete" em campo?
Um dos objectivos principais, independentemente de lutarmos pela subida ou não, é que a equipa jogue bom futebol e que esse futebol atractivo se consiga aliar aos resultados. Porque apesar de não estarmos obcecados com a subida, não vamos deixar de estar em todas as competições a discutir os resultados. Vamos tentar em todos os jogos lutar de igual para igual para conseguirmos os três pontos e tentar ir o mais longe possível na Taça do Distrito. A garantia que damos aos adeptos é que vão ter sempre em campo uma equipa que vai lutar do primeiro ao último minuto para vencer o jogo e praticar bom futebol.

O campeonato distrital tem em 2018-2019 apenas 11 equipas. Espera, por isso, uma prova mais competitiva?
É sempre mau haver menos equipas… E até é estranho haver poucas equipas na 1ª divisão e tantas na 2ª divisão! No entanto, o facto de serem menos equipas na 1ª divisão fez com que as equipas dita "pequenas" se reforçassem e aproximassem mais das equipas de cima. Por isso acho que o campeonato vai ser mais competitivo este ano, até porque com menos jornadas qualquer falha aproxima as equipas umas das outras.

E quem pode lutar pelo título?
Penso que o Mineiro Aljustrelense vai aparecer num patamar completamente diferente. E vai haver depois um grupinho de três, quatro equipas para lutar pelos lugares seguintes…

No início da conversa explicou as linhas orientadoras do projecto do FC Castrense, que tem como pilar a "sustentabilidade". Sente que é isso que faz sentido no futebol distrital da actualidade?
Penso que este tipo projecto até faz sentido a nível nacional. E até vemos que nas equipas grandes é isto que acontece! É completamente inviável chegarmos – como este ano – a uma equipa como o Castrense, que habituou as pessoas a ganhar títulos e andar nos nacionais, e ter apenas três jogadores do distrito. É inacreditável! Isso faz pouco sentido nos dias de hoje. O que faz sentido – e é essa a ideia que temos em comum, equipa técnica e Direcção – é criar uma equipa que não tenha aquela preocupação imediata de subir, criando, isso sim, uma base sólida com jogadores que tenham ligações a Castro e que tenham feito a formação no Castrense e depois ir buscar jogadores novos, alguns com experiência no distrital. Para que um dia, quando o Castrense voltar a subir de divisão, em vez de ficarem dois jogadores e irmos buscar 20 jogadores, que fiquem 20 e só irmos buscar dois. E que quando descer dos nacionais, o Castrense chegue ao distrital com um grupo onde os jogadores gostam de estar, que haja a mística do Castrense e que toda a gente queira vir para cá jogar. É esse o nosso objectivo!

O FC Castrense – até por esta nova filosofia que existe no clube – é o maior desafio da sua carreira?
Nos últimos anos o Castrense habituou-nos a todos a estar no distrital para subir ou no nacional. Portanto, este desafio poderá ser considerado maior por isso mesmo! Porque para além do trabalho que está a ser feito internamente, tem de haver um trabalho externo, que deve ser feito não só por mim mas por todas as pessoas envolvidas. É um projecto de mentalização, porque temos que convencer os adeptos que este é um ano diferente, um ano de viragem, e as pessoas não podem estar apenas focadas nos resultados. Têm de acompanhar o Castrense, ter paciência com a equipa e esperar. Porque certamente vão aparecer resultados a médio-prazo.


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Data: 07/12/2018
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