07h00 - quarta, 06/06/2018

Carlos Alberto Pereira: "Saio
do Castrense com dever cumprido"

Carlos Alberto Pereira: "Saio do Castrense com dever cumprido"

O FC Castrense vai a votos na quinta-feira, 7, e depois de nove anos de liderança, Carlos Alberto Pereira vai deixar a presidência do clube. Em entrevista ao "CA" faz o balanço dos seus mandatos, garantindo que o emblema de Castro Verde está hoje diferente, para melhor. "O FC Castrense é hoje um clube completamente diferente, um clube organizado, um clube sem dívidas, um clube com património, um clube com mais títulos, um clube com mais atletas", diz.

Foram nove anos… O que foi para si ser presidente do FC Castrense?
Foi um orgulho e nesta altura de saída tenho o sentimento de dever cumprido. Na altura em que entrei era com a vontade de ajudar o clube, de ajudar a região e, principalmente, proporcionar aos miúdos a prática desportiva nas diferentes modalidades que o FC Castrense teve e tem. Até nesse aspecto conseguimos que o clube fosse mais eclético que anteriormente.

Sente que deixa o clube melhor do que estava quando entrou, em 2009?
Tenho a certeza! O FC Castrense é hoje um clube completamente diferente, um clube organizado, um clube sem dívidas, um clube com património, um clube com mais títulos, um clube com mais atletas… Foi um trabalho digno de todos os dirigentes que me acompanharam nestes nove anos. Também de muitas pessoas que gostam do FC Castrense, de empresas amigas e de entidades como a Câmara Municipal [de Castro Verde], a Junta de Freguesia e a Somincor.

No plano financeiro o FC Castrense tem hoje uma situação estável? É essa sua "herança"?
Sim. Quando entrámos o FC Castrense tinha dívidas que rondavam os 80 mil euros e não tinha património. Nós conseguimos melhorar a situação financeira e o clube não deve nada a ninguém, conseguimos adquirir um imóvel que está totalmente pago e, além disso, adquirimos viaturas, fizemos um museu… Enfim, acho que foi um trabalho meritório de todos aqueles que me acompanharam. Principalmente deles, não tanto da minha parte! O meu maior mérito foi ter conseguido reunir um certo número de pessoas que realmente deram muito ao FC Castrense.

Nestes nove anos de presidência consegue identificar o momento que lhe deu mais gozo?
Em termos desportivos, o que me deu mais gozo foi o momento em que conseguimos vencer a Taça do Distrito contra o Almodôvar, num jogo em que jogámos praticamente os 90 minutos com menos um jogador. Fizemos uma exibição excelente e nos últimos minutos da partida conseguimos a vitória. Foi um momento inesquecível em termos desportivos pela positiva. Em termos desportivos, mas pela negativa, foi ter perdida por duas vezes a possibilidade de ter sido campeão distrital de iniciados – a última das quais no último minuto nesta época. Mas o futebol é mesmo assim… Nas outras modalidades também tivemos momentos de muita felicidade, outros menos bons. Mas isso faz parte do desporto e é assim que temos de o encarar, sem dramas.

Qual foi o momento mais complicado com que teve de lidar?
Foi o desaparecimento de atletas jovens, o Jorge [Caeiro] e o Cláudio [Mota], e de dirigentes, nomeadamente o Manuel Sousa e o José Carlos.

Na hora de passar o "testemunho", quais são, na sua opinião, os maiores desafios que o Castrense tem pela frente?
Manter a estrutura actual em termos de atletas e assegurar a prática desportiva a todos, manter equipas competitivas no futebol feminino e seniores masculinos, e fazer crescer as modalidades. É claro que a Direcção que vai entrar vai ter muito trabalho pela frente, mas já sabem disso… Isto é um clube grande em termos distritais e claro que não é fácil. Estou feliz por terem aparecidos pessoas novas, que trazem com certeza novas ideias, vêm motivados e seguramente vão fazer um trabalho muito meritório. Tenho a certeza disso porque alguns dos elementos que constituem esta Direcção já me acompanharam anteriormente, são pessoas de trabalho, pessoas sérias, pessoas válidas e vai tudo correr bem.


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