00h00 - sexta, 12/01/2018

EMAS Beja com situação financeira delicada

EMAS Beja com situação financeira delicada

Logo após entrar em funções, a nova administração da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja teve de liquidar um empréstimo de curto-prazo no valor de 200 mil euros. E não passaram muitos dias quando teve de pagar um outro empréstimo, este no valor de 400 mil euros. Ao todo… 600 mil euros! Estes são alguns dos exemplos utilizados pelo administrador-executivo da empresa, Rui Marreiros, para ilustrar o quadro financeiro "muito preocupante" que encontrou nos primeiros tempos de trabalho.
O novo conselho de administração da EMAS Beja, presidido por Luís Miranda (vice-presidente da Câmara de Beja), começou a trabalhar a 6 de Novembro de 2017 e a herança encontrada acabou por não ser a desejada. "O quadro inicial que encontrámos era muito preocupante", assume Rui Marreiros em declarações ao "CA".
O administrador-executivo aponta, desde logo, o facto de terem encontrado "um conjunto de intervenções e de pequenas empreitadas que não deram continuidade ao plano de renovação da rede que já estava definido" anteriormente. "Aquilo que encontrámos foram intervenções casuísticas em determinadas zonas, separadas umas das outras, que muitas vezes pretendiam dar resposta a intervenções urbanísticas de outra natureza 'mascaradas' de projectos de renovação da rede de águas", diz em tom crítico.
Ao mesmo tempo, continua Marreiros, foi detectado um "buraco" financeiro de 2,5 milhões de euros. "Fomos confrontados com pagamentos a empreiteiros que se deixaram de fazer em Maio/ Junho de 2017 e, portanto, havia um défice muito grande em termos de dívida aos empreiteiros. Além disso, depois de esgotados os recursos financeiros da empresa, a anterior administração, para continuar com esta actividade, recorreu à contracção de sucessivos empréstimos de curto-prazo junto da banca para ir alimentando esta tipologia de intervenção", explica.
Tudo isto obrigou a administração da EMAS de Beja a colocar em marcha, quase de imediato, um plano de contingência. Por um lado, foram contactados os empreiteiros que eram credores da empresa e, ao mesmo tempo, foi contratado um empréstimo de médio-longo prazo no valor de 2,5 milhões de euros.
"Contraímos esse empréstimo para recuperarmos algum desse atraso e liquidarmos parte dessa dívida. E posso dizer que cerca de 50% dessa dívida já foi entretanto liquidada. Conseguimos retomar alguns dos pagamentos que estavam em dívida aos empreiteiros, amortizámos dívida à banca, antecipámos o pagamento de um dos empréstimos de curto-prazo e nos próximos dois/ três meses, com este nível de recuperação, vamos ter a situação em dia relativamente a esta questão", revela Rui Marreiros.
Ainda assim, o administrador-executivo da empresa não esconde que este quadro acaba por condicionar a acção futura da EMAS.
"Ficámos limitados na nossa actuação para fazer face a um compromisso anterior e para suportar mau investimento e decisões que, muitas delas, foram de natureza duvidosa e de valia técnica bastante questionável", argumenta sem rodeios.


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Data: 12/01/2018
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